0

Assumir, mudar, desistir..

Posted by Aline Zamboti on 17:03 in , , , , ,
Como o ser humano consegue se achar tão diferente e tão mais especial que os outros?! Fico impressionada com a alta capacidade do ego de se sentir melhor que os demais e de como isso é, muitas vezes, nem percebida pela própria pessoa e pelas demais também.

Acho que o pior de tudo não é identificar esse "ego egoísta" no outro e sim, em nós mesmos. Não dá para criticar nem dar conselho, pois você não está vendo de fora, e sim fazendo parte dele. Sem contar aquele sentimento de repúdio, aquela rejeição interna que acaba lhe consumindo até não ter mais por onde fujir, ai você assume e tenta mudar.

Mudar. Essa é uma palavra fácil de explicar mas difícil de fazer. Primeiramente porque para mudar você pecisar começar de algum lugar que, na maioria das vezes, parece não dar em nada, além de ser o mais cansativo, porque é aquele que você olha para trás e ainda não tem nada para se orgulhar e olha para frente, e pensa, "Nossa, falta muito ainda".

A mudança também pede um motivo, mudar por mudar não é mudar. Mudança vem acompanhado de medo, insegurança, querer e oportunidade. Medo, apreensão, receio; Insegurança, não ter certeza, falta de firmeza na decisão. Querer, todos querem, mas pouco levantam para começar, ou, não têm oportunidade. Parece balela, mas a questão de oportunidade é uma realidade que existe sim, é que nem o famoso "QI".

Mudar não é escolher qual nova cor de tintura usar, mas o que mudar de sua personalidade, de seus pensamentos, crenças, costumes e ambientes, que estão tão arraigados em você, se tornam tão difícies, que se passa, facilmente, em sua mente em desistir.

Ai vem a contradição. Desistir, para alguém que sempre pensou no próximo passo, não existe em seu vocabulário. Então, o que fazer quando se quer desistir de si mesmo ao ponto que haja a vontade de mudar?

|
0

Meu pensamento

Posted by Aline Zamboti on 23:00 in , , , , ,
Ai, se você pudesse ler a minha mente... aaaaai, se você pudesse, eu ia passar muita vergonha! Porque quando você me olhou naquele instante, assim fundo, conectado e firme, sem desviar, aqueles olhos doce que só falta calda de chocolate pra acompanhar, eu fui tão espontânea como se deve ser. Não quis (nem pude) evitar um pensamento assim tão puro, tão pueril, como quem se declara aos 12 anos: puxa, se você é uma graaaaaaça!

eu sou terrível
não é preciso nem avião
eu vôo mesmo aqui no chão
[roberto e erasmo carlos]

by Prosadora

|
0

Ei! Sorria..

Posted by Aline Zamboti on 22:56
Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...



Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.

Charles Chaplin

|
0

Quando alguém vai embora

Posted by Aline Zamboti on 23:14
Comprido, mas é o que eu ando pensando muito nesses últimos tempos. Texto indicado por uma pessoa muito especial.


Quando nos afastamos de alguém de quem gostamos, mesmo sabendo que essa pessoa está bem, experimentamos um sentimento de perda. Por que isso acontece, mesmo sabendo que não há perda de verdade?
Eugenio Mussak

Cheguei a Uberlândia para proferir uma palestra para pais e professores de um colégio local. Uma simpática professora me esperava no aeroporto e fomos conversando sobre o ambiente escolar, sobre a alegria dos alunos, suas dificuldades, sobre a indisciplina, a comunicação entre gerações diferentes, coisas assim. A palestra seria à noite, mas eu havia pedido para conhecer o colégio, pois tínhamos algum tempo.

No caminho ela me disse algo curioso, como que preparando meu espírito: “Não estranhe, professor, nosso colégio normalmente é muito alegre, mas hoje o ambiente está triste. Provavelmente você vai ver algumas alunas chorando”. Não consegui não estranhar o comentário. Quando perguntei o que tinha acontecido, ela explicou: “É que é o último dia da Candice, uma aluna de intercâmbio do Canadá. Ela está indo embora amanhã”.

E ela tinha razão. Em vários momentos senti a tristeza no ar, como se houvesse um luto. A Candice devia ser muito querida, pois sua despedida estava repercutindo em todo o colégio. Era o mês de agosto e ela tinha que voltar à sua terra, onde as aulas começam em setembro. A menina voltaria para Vancouver, a bela cidade da costa oeste canadense, e o colégio de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, seguiria sua rotina, mas não seria mais o mesmo. Candice teria deixado uma marca na vida de colegas que tinham se acostumado com sua presença, sua alegria. A poderosa marca da amizade.

Durante minha palestra não pude não me referir ao fato. E lembrei que um colégio é uma espécie de entreposto de emoções, pois por ali passam anualmente alunos, professores, pais, funcionários, criando um ambiente de convivência, com idiossincrasias, alegrias e tristezas. E de repente vêm os fins de ano, as formaturas, e com isso as alegrias dos novos ciclos e as tristezas das despedidas.

Os garotos e garotas de certa forma estão sendo preparados para o que se repetirá ao longo de suas vidas. Encontros e separações, afinidades e desencontros. Pessoas que invadem nossa alma como posseiros, semeando ilusões que se dissolvem quando ouvimos um “Tchau, estou indo embora!” Como assim? Você me conquistou, tornou-se meu amigo, uma pessoa importante que agora simplesmente vai embora?

Você é responsável por mim – diria o Pequeno Príncipe –, pois você conquistou minha amizade e afeto. Agora assuma sua responsabilidade! Eu bem que gostaria, mas é a vida que não deixa. Ela tem uma lógica própria que não respeita os viventes – responderia o homem grande. A lógica da vida é que temos que seguir nossos rumos, fazer nossa parte dentro do grande agrupamento humano. A vida segue seu curso e nós fi camos chorando nossas perdas nas esquinas, mesmo sabendo que há novas conquistas ao atravessar a rua.

Percebemos, então, que havia um clima estranho entre nós, como se os sentimentos estivessem embaralhados. E estavam. Foi quando um colega, estressadíssimo, entrou no vestiário dos plantonistas proferindo palavras de desabafo, todas impublicáveis. Outro colega, então, fez um comentário lento e profundo: “Sabe, vou sentir muita falta de seu mau humor, meu caro”.

O riso foi geral e o primeiro colega teve que aguentar muita gozação. Mas depois nos detivemos a pensar se seria mesmo possível sentir falta do mau humor de alguém. É claro que não era da cara de azedo que o colega estava portando naquele momento que sentiríamos falta. Era dele. Com todas as qualidades e defeitos que ele e todos nós temos. Seu desabafo naquele momento não era só seu, era de todos nós, pois ele era um de nós. Alguém do grupo, da tribo que tinha passado seis anos junta, estudando, sonhando, brincando, jogando bola, tomando cerveja.
Seis anos que, quando se tem 20 e poucos, parecem muito mais. Entramos calouros ingênuos, felizes, mas excitados com a expectativa do curso de medicina que começava. Estávamos saindo doutores, também ingênuos, também alegres, e também excitados com a expectativa da vida pela frente.

Nesse tempo experimentei o espírito de coleguismo verdadeiro. Eu estava feliz com o fim de curso e com o começo de uma nova vida, mas como faria para viver sem a presença da amizade constante deles? Eles estavam indo embora, todos estávamos. Alguns ficariam na cidade, outros não. A tribo, enfi m, estava se espalhando pelo planeta. Agora era cada um por si.

Não sei onde está a maioria de meus amigos. Não sei se tiveram carreiras brilhantes, se casaram, quantas vidas salvaram. Talvez alguns já tenham partido definitivamente. Mas, por outro lado, sei, sim, onde eles estão. Em minha memória, e em um canto especial de meu coração. Que bom que eu tenho de quem lembrar, de quem sentir saudades e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou... e que segue

|
0
Posted by Aline Zamboti on 21:49 in , , , ,

Querer resolver as coisas nem sempre é a melhor solução. Acabamos sempre magoando um dos lados. O pior não é quando esse lado é o nosso, e sim, quando esse lado é de quem é querido.

Pior ainda é quando fazemos as coisas por alguém que não nos dá o devido valor, enquanto aqueles que nos deram, nós magoamos. “Só magoamos aqueles que amamos”, já dizia o ditado.

Mas, uma hora aprendemos a identificar melhor quem é quem na história da vida. Quem nos quer presentes em partes dela, e aqueles que querem que construamos sua história juntos.

“É bom quando estranhos se tornam amigos, mas é péssimo quando amigos se tornam estranhos.” E mais estranho é quando esses que se tornaram estranhos são os que mais precisamos que estejam ao nosso lado. Mas amizade é isso mesmo. É respeitar a vontade do outro e esquecer suas mancadas.

Queria eu que, aquele que foi magoado entendesse meu lado e não se tornasse um estranho. E o que se tornou estranho, fizesse visitas de vez enquando. E nessas visitas, fosse sincero quanto a presença que eu devo esperar.

Nunca iremos agradar a gregos e troianos. Já seria ótimo que nesse agrado e desagrado ninguém precisasse sair ferido. Por mais que se tente ser o único ferido da história, alguém acabará sofrendo por você não estar feliz.
E isso é o que mais nos prende às lembranças e incertezas.


Aline Zamboti

|
0

Nós dois

Queria ter lhe conhecido antes, muito antes...
Para que nenhum de nós dois
tivesse medos ou cicatrizes.

Queria ter estado com você,
quando seu coração descobriu
o que era AMOR.

Quando seu corpo descobriu
o que era DESEJO.
E antes que pudesse sofrer,
eu estaria do seu lado,
amando-lhe.
entregando-me,
e juntos poder ter aprendido,
as lições da vida e do coração...

Queria ter te conhecido muito antes...
Quando suas esperanças
começaram a nascer,
quando seus sonhos ainda eram puros,
e seus ideais ainda ingênuos...

Pena termos nos encontrado só agora,
já com o coração viciado
em outros amores,
com uma imagem meio falsa,
do que é felicidade,
do que é entregar-se...

Queria ter lhe encontrado antes,
muito antes...
Numa nova vida,
num outro tempo,
em que não precisássemos
temer o nosso futuro,
nem nossos sentimentos...

Ah! como eu queria!
Mas, não foi assim, te conheci agora...
na hora certa?, no momento certo?...
eu não sei...

Só sei que te encontrei agora e,
na sua vida, se você quiser, para sempre...
eu ficarei...!

Vilma Galvão

|
0

Vida Minha

Posted by Aline Zamboti on 01:02 in , , ,
Olha lá vem o sol vai chegar novo dia
Lá vou eu inventar esperanças de novo
Passarinhos e carros na mesma avenida
É um cenário da luta diária de um povo

Nessa altura da vida eu não acho direito
Passar noites em claro assim relembrando
Fico eu no meu canto de um lado pro outro
Te adorando vida minha te adorando

Quando você me queria eu não quis
A cabeça estava em outro lugar
A felicidade em cima de mim
Bem ali debaixo do meu nariz
E eu não tive o dom de enxergar

Essa mistura de saudade e de dor
É um preço que eu cansei de pagar
Hoje mesmo eu vou atrás de você
Lá vou eu me desculpar outra vez
Na esperança de você perdoar

Daniel

|
0

Viver é...

Posted by Aline Zamboti on 22:07 in , , , ,
Viver é .... saltar aquelas montanhas e aqueles vales contra tudo e todos... nadar na imensidão até à outra margem... Chegar, chegar mais longe (quando nos tinham aconselhado a parar pelo caminho)... conquistar, vencer, desbravar...

Sermos nós próprios...sempre...

Ana Canavarro

|
0

Temperamento impulsivo

Posted by Aline Zamboti on 14:29 in , , , , ,
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.


Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”


Clarice Lispector


|
0

Fácil e Difícil

Posted by Aline Zamboti on 19:52 in , , , , , , , , ,

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma...
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.

Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e, Difícil é segui-las...

Título original: Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

|

Copyright © 2009 Depois do Dois All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive. Distribuído por Templates