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Odeio você..

Posted by Aline Zamboti on 21:59 in , , , , ,

Odeio passar o dia pensando em você. Criando desculpas mirabolantes para te ligar e planejando encontros surpresos.

Odeio saber que quanto mais tento, menos eu consigo tirar você da cabeça. Até nas horas de correria, a primeira pessoa que vem em mente, para me tirar da rotina, é você.

Odeio a distância do teu olhar do meu. Mesmo perto sinto uma insegurança e indiferença que me fazem querer estar longe.

Odeio querer ao mesmo tempo que você suma e estar dentro de você. Desviar o olhar é difícil quando o que se quer é estar mais perto.

Odeio ter que te odiar para não jogar a culpa nessa minha falta de coragem e excesso de orgulho. Nessa falta de prática de dizer o que sinto, e que a ideia de ficar com você foi a maior loucura que meu coração já teve.

Odeio mais ainda não poder te contar meus segredos, fazer parte da sua vida, e querer, mais do que devia, você do meu lado. Odeio pensar em você..

Aline Zamboti


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Acho que desisto de você!

Posted by Aline Zamboti on 16:48 in , , , , ,

Cansei de ser mais
de compartilhar mais
de fazer mais
de te querer mais

Cansei desse joguinho, desse blá blá blá e dos dias sem te ver.
Acho que desisto de você..
Essa brincadeirinha de “diz que me diz” não rola. Já passei da fase de mexer com o coração por curtição.
Acho que desisto de você..
Quando a gente quer, vai atrás. Sem pensar. Joga-se de cabeça a esperar apenas um sorriso.
Acho que desisto de você..
Já tentei relevar, fingir que estava tudo bem. Mas agora cansei.

Cansei de tentar
de sonhar
de perdoar
de amar

Acho que, definitivamente, desisto de você!

Aline Zamboti


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Esse tem nome e sobrenome

Posted by Aline Zamboti on 17:42 in , , , , ,

Saudade, lembranças, sentimentos guardados e não superados. Olfato, paladar, tato, audição e visão, os sentidos apurados na escuridão, cheio de vozes, quando a história, que chegou ao fim, dependeu do medo de outro em tentar.

Aquilo que parece menos significante e o mais passageiro é o que mais deixa marcas e esperanças guardados.
Superação não é uma saída nem pode ser definido por aquele que não consegue dar um fim definitivo.

“Estranho” é uma boa palavra para definir percepções internas que parecem exotéricas. Estranho perceber que ainda penso, ainda sinto falta, ainda está tudo bem, ainda parece perfeito, ainda parece mentira.

Crucificante a vontade de torcer para que dê errado algo para a pessoa que você quer ver feliz. Chega a ser egoísta, hipócrita e contraditório.

O medo de transparecer o vulcão de lembranças e sentimentos, florando em apenas um segundo, impedem de encarar os olhos que por tempos foram o alvo a ser buscado entre a multidão.

A voz, ao mesmo tempo acalma e acelera o batimento e a vontade de se mexer. Nesta hora, o racional dança com o sentimento redescoberto uma música lenta que seduz ao mesmo tempo que corta qualquer tentativa.

Não pensar, parece ser o mais certo, ou pelo menos, que menos irá ferir, que vai tirar menores pedaços do passado que se achava estar deletado e não apenas guardado.

É a mistura do amor com o ódio, prazer e desgosto, não ter e querer, desprezar e correr atrás, e desejar mais que tudo. É igual observar a felicidade sendo passada para o próximo capítulo, sabendo que não virá novamente da mesma forma nem da mesma cor.

Esperar não é a solução, muito menos procurar o mesmo em outro lugar. O mais sábio, e menos doloroso, é realmente superar e jogar fora, não apenas guardar em uma das gavetas sem saber onde guardar as chaves para nunca mais abrí-las.

Queria, desde o início, nunca ter aberto a gaveta, para não ter encontrado lembranças nem saudades.
Meu problema sempre foi amar mais e esperar demais.

Aline Zamboti

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