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Esse tem nome e sobrenome

Posted by Aline Zamboti on 17:42 in , , , , ,

Saudade, lembranças, sentimentos guardados e não superados. Olfato, paladar, tato, audição e visão, os sentidos apurados na escuridão, cheio de vozes, quando a história, que chegou ao fim, dependeu do medo de outro em tentar.

Aquilo que parece menos significante e o mais passageiro é o que mais deixa marcas e esperanças guardados.
Superação não é uma saída nem pode ser definido por aquele que não consegue dar um fim definitivo.

“Estranho” é uma boa palavra para definir percepções internas que parecem exotéricas. Estranho perceber que ainda penso, ainda sinto falta, ainda está tudo bem, ainda parece perfeito, ainda parece mentira.

Crucificante a vontade de torcer para que dê errado algo para a pessoa que você quer ver feliz. Chega a ser egoísta, hipócrita e contraditório.

O medo de transparecer o vulcão de lembranças e sentimentos, florando em apenas um segundo, impedem de encarar os olhos que por tempos foram o alvo a ser buscado entre a multidão.

A voz, ao mesmo tempo acalma e acelera o batimento e a vontade de se mexer. Nesta hora, o racional dança com o sentimento redescoberto uma música lenta que seduz ao mesmo tempo que corta qualquer tentativa.

Não pensar, parece ser o mais certo, ou pelo menos, que menos irá ferir, que vai tirar menores pedaços do passado que se achava estar deletado e não apenas guardado.

É a mistura do amor com o ódio, prazer e desgosto, não ter e querer, desprezar e correr atrás, e desejar mais que tudo. É igual observar a felicidade sendo passada para o próximo capítulo, sabendo que não virá novamente da mesma forma nem da mesma cor.

Esperar não é a solução, muito menos procurar o mesmo em outro lugar. O mais sábio, e menos doloroso, é realmente superar e jogar fora, não apenas guardar em uma das gavetas sem saber onde guardar as chaves para nunca mais abrí-las.

Queria, desde o início, nunca ter aberto a gaveta, para não ter encontrado lembranças nem saudades.
Meu problema sempre foi amar mais e esperar demais.

Aline Zamboti

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A mente

Posted by Aline Zamboti on 17:12

By Diego Valverde

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processarconscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
E S CR EVA emtAmaNhosdiFeRenTes e em CorESdi f E rEn tEs !CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...V I V A !!!!!!!!

Por Airton Luiz Mendonça(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)


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Conheço tantas palavras..

Posted by Aline Zamboti on 17:31
Texto muito, muito, muito antigo meu..

Conheço tantas palavras, mas são poucas que conseguem expressar os meus pensamentos...

Com certeza... mesmo... hoje sou melhor que ontem e pior que amanhã.
Tentando recuperar os caquinhos que deixei cair ontem para formar minha força do amanhã.

Não posso dizer quem sou, porque nem eu sei..
Cada dia que passa me conheço mais, e quanto mais me conheço, mais sei que tenho muito mais que conhecer.

Queria ser tanta coisa, e poder fazer tanta coisa, mas quem disse que não tento?! Talvez eu consiga, talvez não.. quem sabe?!!? Eu não sei. Mas como diriam.. "Quem Liga?!?"

Quero muita coisa para meu futuro, mas até chegar lá tenho que fazer meu presente, para um dia poder virar um passado glorioso, ou pelo menos aprendido.

Amo demais..
Odeio demais..
Como demais.. e de menos
Educada demais..
Dedicada demais..
Sensível demais..
Guerreira demais..
Elétrica (até) demais..

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Assumir, mudar, desistir..

Posted by Aline Zamboti on 17:03 in , , , , ,
Como o ser humano consegue se achar tão diferente e tão mais especial que os outros?! Fico impressionada com a alta capacidade do ego de se sentir melhor que os demais e de como isso é, muitas vezes, nem percebida pela própria pessoa e pelas demais também.

Acho que o pior de tudo não é identificar esse "ego egoísta" no outro e sim, em nós mesmos. Não dá para criticar nem dar conselho, pois você não está vendo de fora, e sim fazendo parte dele. Sem contar aquele sentimento de repúdio, aquela rejeição interna que acaba lhe consumindo até não ter mais por onde fujir, ai você assume e tenta mudar.

Mudar. Essa é uma palavra fácil de explicar mas difícil de fazer. Primeiramente porque para mudar você pecisar começar de algum lugar que, na maioria das vezes, parece não dar em nada, além de ser o mais cansativo, porque é aquele que você olha para trás e ainda não tem nada para se orgulhar e olha para frente, e pensa, "Nossa, falta muito ainda".

A mudança também pede um motivo, mudar por mudar não é mudar. Mudança vem acompanhado de medo, insegurança, querer e oportunidade. Medo, apreensão, receio; Insegurança, não ter certeza, falta de firmeza na decisão. Querer, todos querem, mas pouco levantam para começar, ou, não têm oportunidade. Parece balela, mas a questão de oportunidade é uma realidade que existe sim, é que nem o famoso "QI".

Mudar não é escolher qual nova cor de tintura usar, mas o que mudar de sua personalidade, de seus pensamentos, crenças, costumes e ambientes, que estão tão arraigados em você, se tornam tão difícies, que se passa, facilmente, em sua mente em desistir.

Ai vem a contradição. Desistir, para alguém que sempre pensou no próximo passo, não existe em seu vocabulário. Então, o que fazer quando se quer desistir de si mesmo ao ponto que haja a vontade de mudar?

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Meu pensamento

Posted by Aline Zamboti on 23:00 in , , , , ,
Ai, se você pudesse ler a minha mente... aaaaai, se você pudesse, eu ia passar muita vergonha! Porque quando você me olhou naquele instante, assim fundo, conectado e firme, sem desviar, aqueles olhos doce que só falta calda de chocolate pra acompanhar, eu fui tão espontânea como se deve ser. Não quis (nem pude) evitar um pensamento assim tão puro, tão pueril, como quem se declara aos 12 anos: puxa, se você é uma graaaaaaça!

eu sou terrível
não é preciso nem avião
eu vôo mesmo aqui no chão
[roberto e erasmo carlos]

by Prosadora

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Ei! Sorria..

Posted by Aline Zamboti on 22:56
Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...



Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.

Charles Chaplin

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Quando alguém vai embora

Posted by Aline Zamboti on 23:14
Comprido, mas é o que eu ando pensando muito nesses últimos tempos. Texto indicado por uma pessoa muito especial.


Quando nos afastamos de alguém de quem gostamos, mesmo sabendo que essa pessoa está bem, experimentamos um sentimento de perda. Por que isso acontece, mesmo sabendo que não há perda de verdade?
Eugenio Mussak

Cheguei a Uberlândia para proferir uma palestra para pais e professores de um colégio local. Uma simpática professora me esperava no aeroporto e fomos conversando sobre o ambiente escolar, sobre a alegria dos alunos, suas dificuldades, sobre a indisciplina, a comunicação entre gerações diferentes, coisas assim. A palestra seria à noite, mas eu havia pedido para conhecer o colégio, pois tínhamos algum tempo.

No caminho ela me disse algo curioso, como que preparando meu espírito: “Não estranhe, professor, nosso colégio normalmente é muito alegre, mas hoje o ambiente está triste. Provavelmente você vai ver algumas alunas chorando”. Não consegui não estranhar o comentário. Quando perguntei o que tinha acontecido, ela explicou: “É que é o último dia da Candice, uma aluna de intercâmbio do Canadá. Ela está indo embora amanhã”.

E ela tinha razão. Em vários momentos senti a tristeza no ar, como se houvesse um luto. A Candice devia ser muito querida, pois sua despedida estava repercutindo em todo o colégio. Era o mês de agosto e ela tinha que voltar à sua terra, onde as aulas começam em setembro. A menina voltaria para Vancouver, a bela cidade da costa oeste canadense, e o colégio de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, seguiria sua rotina, mas não seria mais o mesmo. Candice teria deixado uma marca na vida de colegas que tinham se acostumado com sua presença, sua alegria. A poderosa marca da amizade.

Durante minha palestra não pude não me referir ao fato. E lembrei que um colégio é uma espécie de entreposto de emoções, pois por ali passam anualmente alunos, professores, pais, funcionários, criando um ambiente de convivência, com idiossincrasias, alegrias e tristezas. E de repente vêm os fins de ano, as formaturas, e com isso as alegrias dos novos ciclos e as tristezas das despedidas.

Os garotos e garotas de certa forma estão sendo preparados para o que se repetirá ao longo de suas vidas. Encontros e separações, afinidades e desencontros. Pessoas que invadem nossa alma como posseiros, semeando ilusões que se dissolvem quando ouvimos um “Tchau, estou indo embora!” Como assim? Você me conquistou, tornou-se meu amigo, uma pessoa importante que agora simplesmente vai embora?

Você é responsável por mim – diria o Pequeno Príncipe –, pois você conquistou minha amizade e afeto. Agora assuma sua responsabilidade! Eu bem que gostaria, mas é a vida que não deixa. Ela tem uma lógica própria que não respeita os viventes – responderia o homem grande. A lógica da vida é que temos que seguir nossos rumos, fazer nossa parte dentro do grande agrupamento humano. A vida segue seu curso e nós fi camos chorando nossas perdas nas esquinas, mesmo sabendo que há novas conquistas ao atravessar a rua.

Percebemos, então, que havia um clima estranho entre nós, como se os sentimentos estivessem embaralhados. E estavam. Foi quando um colega, estressadíssimo, entrou no vestiário dos plantonistas proferindo palavras de desabafo, todas impublicáveis. Outro colega, então, fez um comentário lento e profundo: “Sabe, vou sentir muita falta de seu mau humor, meu caro”.

O riso foi geral e o primeiro colega teve que aguentar muita gozação. Mas depois nos detivemos a pensar se seria mesmo possível sentir falta do mau humor de alguém. É claro que não era da cara de azedo que o colega estava portando naquele momento que sentiríamos falta. Era dele. Com todas as qualidades e defeitos que ele e todos nós temos. Seu desabafo naquele momento não era só seu, era de todos nós, pois ele era um de nós. Alguém do grupo, da tribo que tinha passado seis anos junta, estudando, sonhando, brincando, jogando bola, tomando cerveja.
Seis anos que, quando se tem 20 e poucos, parecem muito mais. Entramos calouros ingênuos, felizes, mas excitados com a expectativa do curso de medicina que começava. Estávamos saindo doutores, também ingênuos, também alegres, e também excitados com a expectativa da vida pela frente.

Nesse tempo experimentei o espírito de coleguismo verdadeiro. Eu estava feliz com o fim de curso e com o começo de uma nova vida, mas como faria para viver sem a presença da amizade constante deles? Eles estavam indo embora, todos estávamos. Alguns ficariam na cidade, outros não. A tribo, enfi m, estava se espalhando pelo planeta. Agora era cada um por si.

Não sei onde está a maioria de meus amigos. Não sei se tiveram carreiras brilhantes, se casaram, quantas vidas salvaram. Talvez alguns já tenham partido definitivamente. Mas, por outro lado, sei, sim, onde eles estão. Em minha memória, e em um canto especial de meu coração. Que bom que eu tenho de quem lembrar, de quem sentir saudades e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou... e que segue

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Posted by Aline Zamboti on 21:49 in , , , ,

Querer resolver as coisas nem sempre é a melhor solução. Acabamos sempre magoando um dos lados. O pior não é quando esse lado é o nosso, e sim, quando esse lado é de quem é querido.

Pior ainda é quando fazemos as coisas por alguém que não nos dá o devido valor, enquanto aqueles que nos deram, nós magoamos. “Só magoamos aqueles que amamos”, já dizia o ditado.

Mas, uma hora aprendemos a identificar melhor quem é quem na história da vida. Quem nos quer presentes em partes dela, e aqueles que querem que construamos sua história juntos.

“É bom quando estranhos se tornam amigos, mas é péssimo quando amigos se tornam estranhos.” E mais estranho é quando esses que se tornaram estranhos são os que mais precisamos que estejam ao nosso lado. Mas amizade é isso mesmo. É respeitar a vontade do outro e esquecer suas mancadas.

Queria eu que, aquele que foi magoado entendesse meu lado e não se tornasse um estranho. E o que se tornou estranho, fizesse visitas de vez enquando. E nessas visitas, fosse sincero quanto a presença que eu devo esperar.

Nunca iremos agradar a gregos e troianos. Já seria ótimo que nesse agrado e desagrado ninguém precisasse sair ferido. Por mais que se tente ser o único ferido da história, alguém acabará sofrendo por você não estar feliz.
E isso é o que mais nos prende às lembranças e incertezas.


Aline Zamboti

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Nós dois

Queria ter lhe conhecido antes, muito antes...
Para que nenhum de nós dois
tivesse medos ou cicatrizes.

Queria ter estado com você,
quando seu coração descobriu
o que era AMOR.

Quando seu corpo descobriu
o que era DESEJO.
E antes que pudesse sofrer,
eu estaria do seu lado,
amando-lhe.
entregando-me,
e juntos poder ter aprendido,
as lições da vida e do coração...

Queria ter te conhecido muito antes...
Quando suas esperanças
começaram a nascer,
quando seus sonhos ainda eram puros,
e seus ideais ainda ingênuos...

Pena termos nos encontrado só agora,
já com o coração viciado
em outros amores,
com uma imagem meio falsa,
do que é felicidade,
do que é entregar-se...

Queria ter lhe encontrado antes,
muito antes...
Numa nova vida,
num outro tempo,
em que não precisássemos
temer o nosso futuro,
nem nossos sentimentos...

Ah! como eu queria!
Mas, não foi assim, te conheci agora...
na hora certa?, no momento certo?...
eu não sei...

Só sei que te encontrei agora e,
na sua vida, se você quiser, para sempre...
eu ficarei...!

Vilma Galvão

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Vida Minha

Posted by Aline Zamboti on 01:02 in , , ,
Olha lá vem o sol vai chegar novo dia
Lá vou eu inventar esperanças de novo
Passarinhos e carros na mesma avenida
É um cenário da luta diária de um povo

Nessa altura da vida eu não acho direito
Passar noites em claro assim relembrando
Fico eu no meu canto de um lado pro outro
Te adorando vida minha te adorando

Quando você me queria eu não quis
A cabeça estava em outro lugar
A felicidade em cima de mim
Bem ali debaixo do meu nariz
E eu não tive o dom de enxergar

Essa mistura de saudade e de dor
É um preço que eu cansei de pagar
Hoje mesmo eu vou atrás de você
Lá vou eu me desculpar outra vez
Na esperança de você perdoar

Daniel

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